MOSCATEL GALEGO BRANCO

De origem muito antiga, procede da bacia oriental do Mediterrâneo, onde continua a ser cultivado

(Moscatel de Samos), localizando-se a sua área de cultivo preferente no noroeste de Itália, nas

colinas do Piemonte e do Oltrepò Pavese (Moscato d'Asti, Moscato Canelli). Embora limitadamente,

foi difundido por toda a Itália (Moscato di Trani, Moscato di Montalcino, Moscato di Siracusa)

e, também, foi difundido pelo Leste da Europa sob o nome de Tamjanika na Servia, Temjenika na

Macedónia e Tamaioasa na Roménia. Cultiva-se na Alemanha (Gelber Muskateller) e em França

(Muscat a petit grain, Muscat de Frontignan), principalmente na Alsácia e Jura. Em Espanha é cultivado

em zonas da Catalunha (Moscatel de Grano Menudo) e da Comunidade Valenciana (Moscatel

de Grano Pequeño, Moscatel Morisco). Em Portugal é cultivado principalmente na região do Douro.

Caraterísticas ampelográficas: A casta é bastante homogénea, as diferenças devem-se à forma

do cacho, à produtividade e aos aromas que, frequentemente, dependem do ambiente do

cultivo. Pâmpano de ápice expandido, discretamente tomentoso de cor verde claro com tons de

vermelho carmim. Folha média, pentagonal-orbicular, trilobulada ou pentalobulada com dentes

muito pronunciados, margem subtil de cor verde escura, lisa quase glabra. Seio peciolar em

lira ou V estreito. Cacho médio, semi-compacto ou semi-solto, cilíndrico-piramidal, alado. Bago

médio, elipsoidal de cor amarela âmbar de separação fácil; película consistente, polpa carnosa

com forte sabor a moscatel.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio com porte da vegetação ereto; sarmentos robustos

com entrenó médio-curto, vegetação relativamente equilibrada.

Formação e poda: adapta-se a várias forma de poda. Na sua grande área de cultivo Seguemse,

portanto, as práticas de cultura locais (podas longas e cordões esporonados), enquanto no

centro-sul também é possível a mecanização total.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: boa e constante; frequentemente deixa uma excessiva carga de garfos por planta,

pode ser negativa para a qualidade do produto.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio, botrytis e carências de magnésio

e potássio. Boa resistência ao frio do Inverno.

Potencial enológico: dá origem a vinhos diversos, dependendo da área de cultivo e tipos de tratamentos;

no sul e nas ilhas habitualmente são preparados vinhos licorosos, enquanto no norte

predominam vinhos espumantes. O vinho licoroso é de cor amarela dourada, por vezes âmbar,

de perfume muito intenso, fortemente aromático, robusto de corpo, alcoólico e doce. Os moscateis

espumantes são os mais conhecidos.

Clones em multiplicação: Moscatel galego branco VCR 3, VCR 221, VCR 315, CN4, CVTCN16,

CVTAT57, ISV5, MB25BIS; clones franceses: Inra-Entav 154.

Clones de próxima apresentação para homologação: Moscatel Branco VCR 419*.