MALVASIA FINA

Uma casta muito antiga, cultivada principalmente nas regiões do Dão e do Douro em Portugal

Continental (Malvasia Fina) e na ilha da Madeira (Boal). Em Espanha é cultivada como Torrontés

na província galega de Ourense. É distinta da Torrontés de Cuenca (Heben), Torrontés de Córdoba

(Zalema), Torrontés de Madrid (Alarije, Malvasia Riojana, Subirat Parent), Turruntes (Albillo Mayor),

Terrantez da Madeira (Folgasão) e Terrantez no Dão.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, esbranquiçado com margens ligeiramente

avermelhadas. Folha média, pentagonal, pentalobulada com dentes médios e retos.

Seio peciolar pouco aberto, em lira. Cacho médio-grande, tronco cónico, ligeiramente compacto.

Bago médio-pequeno, elíptico de separação difícil do ráquis.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado de porte semi-ereto. Adapta-se a vários solos,

sempre que não sejam demasiado compactos e quentes.

Formação e poda: passível de vários sistemas de formação e poda.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média. Produção: boa, abundante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: bastante sensível ao míldio, oídio e botrytis.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de aromas finos e elegantes, embora de estrutura fraca

e acidez média-baixa. Adequado tanto para a produção de vinhos tranquilos, como generosos,

e com vindima precoce para a produção de vinhos espumantes.

Clones em multiplicação: mistura policlonal.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo