Cultiva-se principalmente na região da Vidigueira (Alentejo-Portugal).
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, com margens rosadas. Folha media,
margem pentagonal, cinco lóbulos, seio peciolar aberto. Cacho médio, semi-compacto, cilíndrico-
cónico. Bago grande, esferoidal.
Aptidões de cultivo: cepa de vigor elevado, porte semi-ereto/horizontal. Prefere climas quentes
com muito sol e solos profundos, secos e de boa fertilidade.
Época de abrolhamento: média.
Época de maturação: média.
Produção: muito elevada.
Formação e poda: prefere podas invernais médias ou longas e bastante ricas, aproveitando
assim o seu máximo potencial produtivo. Não se adapta bem à formação mediante cordão bilateral
tradicional.
Sensibilidade às doenças e adversidades: levemente sensível ao oídio e ao míldio. Sensível à
botrytis, esca e eutipiose.
Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela cítrica com aromas que lembram frutas
tropicais maduras. De boa estrutura, ligeiramente ácido, suporta bem o envelhecimento. É
uma casta recomendada para as zonas quentes.
Clones em multiplicação: mistura policlonal, 50JBP.
Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO