De origem desconhecida, talvez procedente da Dalmácia devido ao seu parentesco com Plavac
Mali, era cultivada em Itália já na antiguidade, primeiro na província de Bari e depois em Taranto.
Foi difundida na Califórnia, onde é conhecida como Zinfandel. Apresenta cacho médio, cónico-
cilíndrico, semi-compacto, alado; bago médio, esferoidal com polpa sucosa de cor bordô.
Casta bastante vigorosa com porte ereto e época de abrolhamento média-precoce. Sensível à
botrytis; em determinadas vindimas chega a sofrer desavinhos e queimaduras dos bagos; não
suporta as geadas outonais. Prefere formações de expansão limitada e adapta-se a vários tipos
de poda, sempre que não se trate de podas ricas. Cepa de boa produtividade, que pode chegar
a ser inconstante, dependendo do clima; possui brotes secundários (netos) férteis que proporcionam
uma segunda produção mais tardia. A sua época de maturação é precoce. Dá origem a
vinhos de cor viva, vermelha purpúrea, muito alcoólico, de acidez média, de corpo, previsto de
aromas particulares e adequados para misturas, graças ao seu elevado teor de antocianos e a
sua elevada graduação alcoólica.
Clones em multiplicação: Primitivo VCR 367, VCR 368, VCR 369, UBA-46H, UBA-47A, UBA-55A.