Cepa originária da região de Médoc (França), cultivada nas zonas mais frescas da referida região
e difundida noutros ambientes quentes, devido à sua maturação tardia. Também foi difundida
no centro e sul de Itália.
Caraterísticas ampelográficas: A casta apresenta um alto grau de uniformidade, entre outros,
devido ao fato de, durante anos, ter sido comercializado apenas um clone de origem francesa:
Inra-Entav 400. Pâmpano de ápice aberto, cotanilhoso de cor branca-esverdeada. Folha média,
pentagonal, pentalobulada. Seio peciolar em V fechado, por vezes com dentes. Margem bolhosa,
ondulada. Página inferior ligeiramente tomentosa. Cacho médio-pequeno, cónico-piramidal,
eventualmente previsto duma ala, alongada, entre compacto e ligeiramente compacto. Bago
médio-pequeno, esferoidal; película com muita pruína de cor azul-preta.
Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado com porte de vegetação horizontal. Adapta-se
a vários tipos de solo, preferindo os mais frescos e ligeiros, onde a maturação se acelera. Nos
ambientes temperados e solos húmidos e frios, nem sempre atinge a maturação.
Formação e poda: adapta-se a várias formas de poda, mas prefere os sistemas de formação
em espaldeira e, em particular, o sistema guyot. Em espaldeira é imprescindível realizar podas
verdes e atadas, devido ao porte estendido e rastejante desta casta.
Época de abrolhamento: precoce.
Época de maturação: média-tardia.
Produção: média.
Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e ácaros; boa tolerância ao míldio
e botrytis. Sensível aos ventos quentes e secos e às geadas primaverais.
Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor intensa e aroma a especiarias e frutos vermelhos,
de sabor pleno, secos e tânicos. Adequado para o envelhecimento e mistura com outros vinhos,
aos quais confere cor, estrutura e acidez. O seu uso como monovarietal não é muito habitual.
Clones em multiplicação: clones franceses: Inra-Entav 400, 1058.
Clones de próxima apresentação para homologação: Petit Verdot VCR 206, VCR 207.