Casta autóctona portuguesa, cultivada principalmente no Douro, na região de Trás-os-Montes.
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, sem pêlo e de visível tom cor-de-rosa;
folha média, arredondada, seio peciolar pouco aberto em V; cacho médio, cilíndrico-cónico
com uma ala, compacto; Bago pequeno, arredondado.
Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio e porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de terrenos,
entre outros, a terrenos secos e a climas temperados-quentes.
Formação e poda: adapta-se bem aos distintos sistemas de formação e prefere podas longas.
Época de abrolhamento: precoce.
Época de maturação: média. Produção: média e constante.
Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio, o míldio e à botrytis.
Potencial enológico: dá origem a vinhos de média intensidade aromática, frescos, com notas
vegetais e cítricas. De ótima acidez natural, ideal em mistura com outras castas mais aromáticas.
Utilizado quer na produção de vinhos generosos, quer na produção de vinhos de mesa.
Clones em multiplicação: mistura policlonal.