Proveniente do sudoeste de França, difundiu-se em muitas áreas vitícolas dedicadas à produção
de vinhos tintos de Bordéus.
Caraterísticas ampelográficas: casta bastante homogénea. As diferenças referem-se ao potencial
produtivo, que pode variar inclusive de uma forma evidente. Ápice do pâmpano grande de
cor verde esbranquiçada, sombreado em vermelho acastanhado. Folha de tamanho médio, pentagonal,
de 3 a 5 lóbulos com seio peciolar em lira estreita com frequente presença de um dente;
envés com leve tomento. Cacho de dimensões médias, cilindro-cónico, medianamente compacto.
Bago médio-pequeno, esferoidal de película espessa; polpa suculenta de sabor herbáceo.
Aspetos de cultivo: casta bastante vigorosa com porte da vegetação semi-ereto. Prefere terrenos
argilosos-calcários, mas também pode dar bons resultados em terrenos arenosos ou
soltos, sempre e quando não exista stress hídrico.
Formação e poda: prefere formas de poda longas, ainda que em ambientes quentes e secos
pode ser conveniente podar em talão. A lenhificação é boa e inclusive melhor que em Cabernet
Sauvignon e Carménère, pelo que pode ser cultivado em áreas com invernos rígidos.
Época de abrolhamento: média.
Época de maturação: média.
Produção: boa e constante.
Sensibilidade às doenças e adversidades: sensibilidade média frente à botrytis e esca. Sensível
a mosquitos verdes e eutipiose.
Potencial enológico: esta casta permite obter vinhos de boa qualidade e de elevado grau alcoólico,
de boa estrutura e com alto teor de polifenóis. Normalmente entra em mistura com
Merlot e Cabernet Sauvignon; como monovarietal apresenta um leve sabor herbáceo que se
perde com o envelhecimento.
Clones em multiplicação: Cabernet Franc VCR10, ISVFV4, ISV101, ISVSAVARDO7, ISVSAVARDO8;
Clones franceses: Inra-Entav 210, 212, 214.
Clones de próxima apresentação à homologação: Cabernet Franc VCR2, VCR4, VCR165, VCR166,
VCR170, VCR263