Casta originária da região vitícola de Rueda (Espanha), autorizada actualmente em grande parte
da Península Ibérica, dada a grande qualidade dos vinhos que produz. Abundante em Valhadolid,
Segóvia e Ávila. Também é possível encontrá-la nas Canárias e agora em La Rioja. Fora de Espanha
destacam principalmente os cultivos na Austrália e em Portugal. No passado, com o nome de
Verdelho eram designadas diferentes castas não equivalentes, como Verdelho (da Madeira), Gouveio
(Godello) e Verdejo, criando muita confusão nas plataformas ampelográficas de muitos países.
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, sem pêlos e pigmentação antociânica
com rebordo. Folha média, petalobulada, orbicular, seio peciolar em forma de lira pouco
aberto. Cacho médio-pequeno, cilíndrico, pouco compacto. Bago médio-pequeno, esférico, película
de cor verde-amarela.
Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio e porte semi-rastejante. Adapta-se bem a solos pouco
férteis. Resiste bastante bem as secas.
Formação e poda: adapta-se a formações em vaso e espaldeira com poda média-longa, sobretudo,
em solos férteis, onde pode dar problemas de desavinho.
Época de abrolhamento: média.
Época de maturação: média-tardia.
Produção: média.
Sensibilidade às doenças e adversidades: muito sensível ao oídio e moderadamente à botrytis.
Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela intensa, de boa acidez e graduação, de
ótimo complexo aromático, muito frutado com matizes herbáceos. Na boca são vinhos frescos,
ácidos, com corpo e de grande persistência. Proporciona excelentes vinhos monovarietais ou
em mistura com Sauvignon branco e Macabeo. A sua estrutura permite a fermentação e envelhecimento
em barrica.
Clones em multiplicação: Clones espanhóis: CL-6,CL-21, CL-34, CL-47, CL-77, CL-101.