Casta autóctone portuguesa, do sul do país, onde também se conhece como João de Santarém

ou Periquita.

Caraterísticas ampelográficas: Pâmpano de ápice esbranquiçado com margens um pouco

carminadas. Folha de dimensões médias, pentagonal, envés com elevada densidade de pêlos

prostrados, seio peciolar aberto. Cacho médio-grande, cónico e compacto. Bago médio, esferoidal;

película consistente; polpa suculenta.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado e porte ereto. Muito versátil, adapta-se a diversas

áreas de cultivo; prefere no entanto solos soltos e profundos e clima temperados-quentes,

para completar a maturação. Com primaveras frias e chuvosas pode dar desavinho das flores.

No caso de excesso de produção podem surgir problemas para terminar a maturação.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: média.

Produção: elevada.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao míldio, medianamente sensível à botrytis.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha rubi, pouco concentrados, com traços de

frutos vermelhos e notas florais, de sabor fresco, levemente tânico, especialmente se é jovem.

Adequado também para vinhos de médio envelhecimento, em corte com outras castas.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 31EAN, 5JBP, 26JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

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